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Resultados Previsíveis
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Equipe comercial

SDR: o que faz e quando contratar um pré-vendedor

Pamela Krüger, CEO da Resultados Previsíveis

Pamela Krüger • Publicado em • Atualizado em • 8 min de leitura

Resposta rápida

SDR (Sales Development Representative) é o pré-vendedor: a pessoa que pesquisa empresas, faz o primeiro contato, qualifica o lead e marca a reunião para o vendedor que fecha, o closer. Faz sentido separar as funções quando os vendedores passam tanto tempo prospectando que não dão conta das reuniões, ou quando prospectam tão pouco que o funil esvazia. Antes de contratar, faça a conta de quantas abordagens a meta pede.

1. O que faz um SDR

A sigla vem do inglês Sales Development Representative. No Brasil, a função também aparece como pré-vendedor ou analista de pré-vendas. Se a sopa de siglas confunde, o glossário de termos de vendas explica SDR, closer, ICP e as outras.

O trabalho do SDR fica no começo do funil:

  1. Pesquisa: monta a lista de empresas que têm o perfil de cliente ideal.
  2. Primeiro contato: liga, manda mensagem ou e-mail, com abordagem personalizada.
  3. Qualificação: confirma se a empresa tem a dor, quem decide, prazo e orçamento.
  4. Agendamento: marca a reunião para o vendedor e passa o contexto do lead.

A qualificação de leads é o coração da função. Um SDR que marca reunião com qualquer um enche a agenda do closer de conversas que não fecham.

2. SDR e closer: a diferença

SDR (pré-vendas) Closer (vendas)
Onde atuaTopo do funilMeio e fundo do funil
Tarefa principalAbordar e qualificarConduzir a reunião, propor e fechar
Resultado medidoReuniões qualificadas marcadasVendas e faturamento
VolumeMuitas abordagens por diaPoucas reuniões por dia
PerfilDisciplina, volume, resiliênciaEscuta, negociação, condução

O motivo de separar é simples: prospectar e fechar pedem rotinas diferentes. Quem faz as duas coisas tende a abandonar a prospecção quando a agenda de reuniões enche, e o funil esvazia no mês seguinte.

Na prática da RP

A referência de funil que a RP usa mostra o tamanho do trabalho de topo: 150 empresas pesquisadas geram 50 abordagens personalizadas, e 17% delas viram reunião. É um volume que pede rotina própria, com tempo reservado todos os dias.

3. Quando separar pré-vendas

Faz sentido ter SDR quando você reconhece algum destes cenários:

  • Os vendedores têm reuniões cheias e pararam de prospectar.
  • O funil enche e esvazia em ondas: um mês de muita reunião, outro de pouca.
  • Os closers são bons de reunião, mas não gostam de prospectar, e a prospecção fica sempre para depois.
  • A meta vai crescer e o volume de abordagens necessário não cabe na agenda da equipe atual.

Para saber se cabe, faça a conta. A quantas prospecções para bater a meta mostra como sair da meta e chegar no número de abordagens por mês. Se esse número for maior do que a sua equipe consegue fazer junto com as reuniões, é hora de pensar em pré-vendas.

Na prática da RP

A wceltim, empresa de telecom atendida pela RP, mostra o que acontece quando a prospecção ganha rotina. O Rony Rafael, consultor da empresa, resumiu o resultado assim: mais organização, prospecções e vendas.

4. Quando não vale a pena

SDR não é solução para tudo. Pense duas vezes quando:

  • A venda é simples e o ciclo é curto. Passar o lead de uma pessoa para outra pode atrasar a venda.
  • O volume é baixo. Se a meta pede poucas abordagens por mês, um SDR fica ocioso.
  • Não existe processo. Sem critério de qualificação e sem roteiro, o SDR vai improvisar, e o closer vai receber reunião ruim.
  • O ticket é baixo para o custo da função. O salário do SDR precisa se pagar com as vendas que as reuniões dele geram.

Antes de abrir a vaga, o post sobre como contratar vendedor traz o processo seletivo e a conta de quando a vaga se paga, e a lógica vale também para pré-vendas.

5. Como montar a função de pré-vendas

Decidiu separar? Antes da primeira contratação, deixe pronto o que o SDR vai precisar para trabalhar bem desde a primeira semana.

  1. O perfil de cliente ideal escrito. O SDR precisa saber, sem dúvida, que tipo de empresa pesquisar: segmento, tamanho, região e sinais de que existe a dor.
  2. O critério de qualificação. O que precisa estar confirmado para a reunião ser marcada. Sem isso, cada SDR usa o próprio critério, e o closer recebe reunião de qualidade variável.
  3. A passagem para o closer. Como o contexto do lead chega ao vendedor: o que foi conversado, a dor, quem decide. Uma passagem mal feita obriga o cliente a repetir tudo e queima a primeira impressão.
  4. A cadência de contatos. Quantas tentativas, por quais canais e com que intervalo. Contato diário treina o lead a ignorar; espaçar os contatos funciona melhor.
  5. A meta em atividade. Abordagens por dia e reuniões por semana, calculadas a partir da meta de vendas, e não um número tirado do ar.
  6. O roteiro e o treino. As primeiras semanas são de acompanhamento próximo: ouvir ligações, revisar mensagens e ajustar a abordagem.

Comece com uma pessoa. Meça por algumas semanas, ajuste o critério e a cadência e só depois pense em ampliar a função. Contratar vários SDRs de uma vez, sem processo testado, multiplica o problema.

6. SDR interno ou terceirizado

Existem empresas que vendem o serviço de pré-vendas: elas prospectam em nome da sua empresa e entregam reuniões marcadas. As duas opções têm o seu lugar.

O SDR interno conhece o produto, convive com os vendedores e aprende rápido com o retorno das reuniões. Em compensação, a empresa assume a contratação, o treino e a gestão da função.

O serviço terceirizado começa mais rápido e não exige montar a função do zero. O risco é a abordagem ficar genérica e o lead sentir que está falando com alguém que não conhece o seu mercado. Se for por esse caminho, exija o roteiro, acompanhe as primeiras abordagens e combine o mesmo critério de qualificação que o seu time usa.

Nos dois casos, o processo precisa estar escrito antes. Pré-vendas sem processo só acelera o improviso.

7. Os erros mais comuns com SDR

  • Medir o SDR por vendas fechadas. Ele não controla o fechamento. Meça pelo que ele entrega: reuniões qualificadas que acontecem.
  • Contratar SDR para compensar closer que não fecha. Se a conversão da reunião para proposta está baixa, mais reunião só aumenta o desperdício.
  • Deixar o SDR sem retorno. O SDR precisa saber o que aconteceu com as reuniões que marcou. Sem esse retorno, ele não aprende a qualificar melhor.

8. Como medir o SDR

O SDR é medido pelo que entrega ao closer, não pelo que fecha. Os números que importam:

  • Abordagens por dia: o esforço.
  • Taxa de conversão em reunião: a qualidade da abordagem.
  • Reuniões realizadas: marcar não basta, a reunião precisa acontecer.
  • Reuniões que viram proposta: a qualidade da qualificação.

Um roteiro ajuda o SDR a manter o volume sem soar robótico. O guia de script de vendas mostra como montar o seu para ligação e WhatsApp.

Perguntas frequentes

O que faz um SDR?

O SDR é o pré-vendedor. Ele pesquisa empresas com o perfil certo, faz o primeiro contato, qualifica o lead e marca a reunião para o vendedor que fecha a venda.

Qual a diferença entre SDR e closer?

O SDR trabalha no topo do funil, abordando e qualificando. O closer conduz a reunião, faz a proposta e fecha. Um é medido por reuniões qualificadas, o outro por vendas.

Pequena empresa precisa de SDR?

Nem sempre. Se a meta pede poucas abordagens e os vendedores dão conta de prospectar e fechar, não precisa. Vale quando a prospecção não cabe mais na agenda de quem fecha.

Quantas abordagens um SDR faz por dia?

Depende do canal, do mercado e do quanto cada abordagem é personalizada. O jeito certo de definir é partir da meta e das taxas do seu funil, e não de um número genérico.

SDR precisa de roteiro?

Precisa. O roteiro garante que toda abordagem tenha as partes certas e que a qualificação siga o mesmo critério, sem engessar a conversa.

Quantos vendedores e SDRs a sua meta pede?

Quantos vendedores e SDRs a sua meta pede? Coloque a meta, o ticket e as taxas do seu funil na Calculadora do tamanho da equipe e veja na hora.

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