Resposta rápida
Ticket médio é o valor médio de cada venda: o faturamento do período dividido pelo número de vendas. Se a empresa faturou R$ 120.000 em 10 vendas, o ticket médio é R$ 12.000. Para aumentar no B2B, os caminhos que mais funcionam são vender para o cliente certo, montar pacotes, oferecer o próximo passo a quem já compra e parar de dar desconto por hábito.
1. O que é ticket médio
Ticket médio é quanto, em média, cada venda traz para a empresa. É um dos cinco números que todo gestor comercial deveria acompanhar, ao lado do volume de prospecção, da conversão por etapa, do ciclo de venda e da cobertura do funil. O post sobre indicadores de vendas mostra os cinco juntos.
Ele importa porque é uma das três alavancas do faturamento. Toda venda depende de quantas oportunidades a equipe gera, de quantas ela converte e de quanto cada uma vale. Mexer em qualquer uma das três muda o resultado do mês.
2. Como calcular
A conta básica é simples:
Ticket médio = faturamento do período ÷ número de vendas do período
Exemplo: R$ 120.000 de faturamento em 10 vendas dão R$ 12.000 de ticket médio.
Três cuidados para o número não enganar:
- Use o mesmo período nos dois lados. Faturamento do mês dividido por vendas do mês.
- Conte vendas, não clientes. Se um cliente comprou duas vezes no mês, são duas vendas. Se você quer o valor por cliente, a conta é outra: faturamento dividido por número de clientes que compraram.
- Separe produtos ou serviços muito diferentes. Se a empresa vende um serviço de R$ 2.000 e outro de R$ 40.000, a média dos dois não descreve nenhum dos dois.
Ticket médio por vendedor
Calcular por vendedor mostra quem vende pouco e caro e quem vende muito e barato. Os dois perfis podem bater a meta, mas pedem conversas diferentes no acompanhamento.
3. Os erros de olhar só a média
A média esconde coisas. Os erros mais comuns:
- Uma venda grande distorce o mês. Um contrato fora da curva puxa a média para cima e dá a sensação de que o ticket subiu. Olhe também a mediana, ou tire as vendas fora da curva para comparar.
- Ticket subindo e vendas caindo. Se o número de vendas despenca, o ticket pode subir só porque sobraram as vendas grandes. O faturamento caiu, e a média parece boa.
- Ticket caindo por desconto. Quando a equipe dá desconto para fechar, o ticket cai devagar e ninguém percebe até a margem apertar.
Na prática da RP
No acompanhamento de indicadores, que é um dos três pilares do método da RP, o ticket nunca é lido sozinho. Ele aparece junto do volume de abordagens e da conversão de cada etapa, porque um número explica o outro.
4. Como aumentar o ticket no B2B
1. Venda para o cliente certo
O caminho mais forte para subir o ticket começa antes da venda: na escolha de quem abordar. Alguns nichos pagam mais pelo mesmo serviço, porque a dor é maior ou o resultado vale mais para eles. O guia de nicho de mercado mostra como achar esses clientes, e o de perfil de cliente ideal ajuda a transformar isso numa ficha que a equipe usa na prospecção.
2. Monte pacotes
Em vez de vender peças soltas, ofereça combinações que resolvem o problema inteiro. O cliente entende melhor o valor, e a venda média sobe sem parecer aumento de preço.
3. Ofereça o próximo passo a quem já compra
O cliente atual já confia na empresa. Oferecer o serviço complementar, o plano maior ou a renovação com mais escopo custa menos esforço do que conquistar um cliente novo. Para medir quanto cada cliente vale ao longo do tempo, o post sobre CAC e LTV explica a conta.
4. Pare de dar desconto por hábito
Desconto que vira rotina derruba o ticket e a margem ao mesmo tempo. Antes de abaixar o preço, troque: prazo, escopo, condição de pagamento. O post sobre como negociar sem dar desconto traz o que responder quando o lead pede abatimento.
5. Treine a equipe para conversar sobre valor
Vendedor que só apresenta o produto fala de preço. Vendedor que entende a dor do cliente fala de resultado, e resultado justifica um ticket maior.
Na prática da RP
Na Revista Aldeia, a Rejane Martins, CEO da empresa, destacou o comprometimento total da equipe durante o trabalho com a RP. Ticket maior quase sempre passa por isso: um time que acredita no valor do que vende e para de ceder no preço por insegurança.
5. Um exemplo com números
Imagine uma empresa de serviços B2B com estes números no mês:
- 40 propostas enviadas;
- 1 venda a cada 4 propostas (25% de fechamento);
- ticket médio de R$ 12.000.
O faturamento é 40 x 25% x R$ 12.000 = R$ 120.000, com 10 vendas.
Agora veja o que acontece com 10% a mais em cada alavanca, uma de cada vez:
| Cenário | Propostas | Fechamento | Ticket | Faturamento |
|---|---|---|---|---|
| Hoje | 40 | 25% | R$ 12.000 | R$ 120.000 |
| 10% a mais de propostas | 44 | 25% | R$ 12.000 | R$ 132.000 |
| 10% a mais de fechamento | 40 | 27,5% | R$ 12.000 | R$ 132.000 |
| 10% a mais de ticket | 40 | 25% | R$ 13.200 | R$ 132.000 |
| As três juntas | 44 | 27,5% | R$ 13.200 | R$ 159.720 |
Cada alavanca sozinha traz o mesmo ganho, R$ 12.000. A diferença está no esforço: para a sua empresa, pode ser bem mais fácil subir o ticket em 10% com um pacote novo do que conseguir 4 propostas a mais por mês, ou o contrário.
E repare na última linha. Com as três juntas, o ganho não é de 30%, e sim de 33,1%, porque uma melhora multiplica a outra. É por isso que operações bem acompanhadas crescem mais rápido do que parece possível: pequenas melhoras em várias frentes somam muito no fim do mês.
O exemplo é ilustrativo. A taxa de 1 em 4 é uma referência de trabalho, não um dado de resultado. Use os números da sua operação para tirar a sua conclusão.
6. Quando o ticket não é a alavanca certa
Às vezes subir o ticket é o caminho errado para o momento. Fique de olho nestes casos:
- O funil está vazio. Se a equipe faz poucas abordagens, o problema é volume. Subir o preço com pouca gente no funil só reduz as vendas.
- A conversão está muito abaixo da referência. Se quase nenhuma proposta fecha, o problema pode estar na reunião ou na proposta, e não no valor.
- O mercado é muito sensível a preço. Em alguns segmentos, o ganho vem mais do volume e da recompra do que do ticket.
O jeito de decidir é simular. Coloque os seus números e veja o que acontece com o faturamento quando você melhora cada alavanca em 10%, separada ou junto com as outras. É o que o Simulador das três alavancas faz.
Perguntas frequentes
Como calcular o ticket médio?
Divida o faturamento do período pelo número de vendas do mesmo período. Exemplo: R$ 120.000 em 10 vendas dão R$ 12.000 de ticket médio.
Qual a diferença entre ticket médio e ticket médio por cliente?
O ticket médio divide o faturamento pelo número de vendas. O ticket por cliente divide pelo número de clientes que compraram, o que muda a conta quando o mesmo cliente compra mais de uma vez no período.
O que é um ticket médio bom?
Não existe número único. Depende do segmento, do produto e da margem. O ticket bom é o que paga o custo de conquistar o cliente com folga e cresce sem derrubar a conversão.
Dar desconto aumenta as vendas?
Às vezes fecha uma venda, mas derruba o ticket e a margem. Antes de dar desconto, vale trocar por prazo, escopo ou condição de pagamento.
É melhor aumentar o ticket ou o número de vendas?
Depende de onde a operação está mais longe do ideal. Com o funil vazio, o volume vem primeiro. Com bastante oportunidade e pouca margem, o ticket pesa mais. Simular as duas mudanças ajuda a decidir.
Veja quanto o faturamento muda em cada alavanca
Coloque os seus números no Simulador das três alavancas e veja quanto o faturamento muda com mais volume, mais conversão ou mais ticket. Resultado na hora, sem cadastro.
Simular as três alavancas Quero a Planilha de NichoContinue lendo
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